Essas são algumas dúvidas que volta e meia tiram o sono de qualquer profissional. Algumas delas são fáceis de solucionar, outras, no entanto, demandam muito esforço.
Para facilitar um pouco este trabalho, desenvolvemos ao longo de nossa carreira profissional os 20 Mandamentos da Boa Gestão.
São idéias e soluções capazes de nortear a trajetória em tempos de crise, que mesmo que muitos digam que já passou, ainda afeta o dia a dia das companhias ao redor do mundo. Embora o talento prevaleça, uma gestão competente ainda é primordial.
Ao adotar estas regras um gestor pode garantir além do próprio sucesso, maior rentabilidade para sua empresa, fazendo com que ambos passem pela crise sem solavancos.
São elas:
1 - O mercado é absoluto: acompanhe o concorrente, mas não necessariamente siga-o.
2 - Cash is king. Jamais esqueça.
3 - Retorno sobre o capital investido será sempre cobrado. Só você será culpado se o "payback" não aparecer.
4 - Somente lucros constantes e crescentes preservam uma relação sustentada entre executivos e acionistas.
5 - Seja político, mas não faça política na empresa.
6 - A decisão sempre é financeira. Mesmo sendo estratégica, ela tem que ser respaldada por base quantitativa.
7 - Seja cuidadoso, mas transparente.
8 - Preserve sempre o brilho nos olhos.
9 - Domine os números de sua área.
10 - Entenda sempre o modelo econômico e os fatores críticos de sucesso do negócio/setor que
dirige.
11 - Faça sempre o crivo das questões fiscais e legais que suportam suas decisões. Entenda o risco, mas não tenha medo de tomar a decisão.
12- Nunca abra mão dos juros. Renegocie o principal, nunca os juros.
13 - Não diga não aos acionistas, diga que é prematuro.
14 - Não leve problema aos acionistas. Leve um diagnóstico claro do problema, sua recomendação para solucioná-lo, os resultados esperados e um plano de ação.
15 - Você pode ter a caneta, mas o tinteiro está com os acionistas. Use a exata quantidade de tinta que lhe é dada, nem mais nem menos. Seus resultados é que vão lhe assegurar uma quantidade crescente de tinta.
16 - Seu aprimoramento profissional deve ser constante.
17 - Formação acadêmica é essencial. Não pare nunca de estudar, formal e informalmente.
18 - Tenha “hobbies" e amigos fora do seu dia a dia de trabalho. Construa "network" dentro e fora do setor que você atua.
19 - Tenha sempre empatia.
20 - Foque sempre no "red is sue" (o que está tirando seu sono). Energia é escassa e deve ser usada com foco.
Seguindo essas dicas, você terá um caminho mais promissor. Só uma última dica: esteja alinhado com seu objetivo 24 horas por dia, 7 dias por semana, o ano inteiro.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Branding - Relacionamento
Não é difícil cultivar um network de qualidade
Ao contrário do que possa parecer, ser popular e ter vários contatos não caracterizam uma boa rede profissional. Qualidade vale mais do que quantidade. Aja com sinceridade, selecione, fale (não demais) e esteja visível.
É cada vez mais importante desenvolver uma estratégia para a evolução da carreira. Com toda a voracidade do mercado de trabalho atual, os profissionais, ao mesmo tempo em que buscam o conhecimento e a informação, precisam manter e cultivar sua rede de relacionamentos, ou networking.
Com a internet, aumentaram as possibilidades do networking profissional. Conhecer profissionais da sua área de atuação nunca foi tão fácil quanto é hoje. Com as redes sociais e meios de comunicação online, abre-se um canal de comunicação direto entre os mais diversos níveis organizacionais e culturais. As barreiras da concorrência, dos continentes e até mesmo do preconceito caem e a troca de informação prevalece.
Embora existam várias facilidades, para que o networking seja efetivo é preciso ter alguns critérios. Ao contrário do que muitos imaginam, ser popular e ter vários contatos não é a principal característica de um bom networking profissional. Para a carreira, o networking é meio de contato das pessoas certas para o momento certo. Não é a quantidade de pessoas que você conhece que fará da sua, uma boa rede de relacionamentos, mas sim a qualidade dos seus contatos.
Seguem algumas dicas e sugestões para cultivar e manter um bom networking de qualidade:
Ao contrário do que possa parecer, ser popular e ter vários contatos não caracterizam uma boa rede profissional. Qualidade vale mais do que quantidade. Aja com sinceridade, selecione, fale (não demais) e esteja visível.
É cada vez mais importante desenvolver uma estratégia para a evolução da carreira. Com toda a voracidade do mercado de trabalho atual, os profissionais, ao mesmo tempo em que buscam o conhecimento e a informação, precisam manter e cultivar sua rede de relacionamentos, ou networking.
Com a internet, aumentaram as possibilidades do networking profissional. Conhecer profissionais da sua área de atuação nunca foi tão fácil quanto é hoje. Com as redes sociais e meios de comunicação online, abre-se um canal de comunicação direto entre os mais diversos níveis organizacionais e culturais. As barreiras da concorrência, dos continentes e até mesmo do preconceito caem e a troca de informação prevalece.
Embora existam várias facilidades, para que o networking seja efetivo é preciso ter alguns critérios. Ao contrário do que muitos imaginam, ser popular e ter vários contatos não é a principal característica de um bom networking profissional. Para a carreira, o networking é meio de contato das pessoas certas para o momento certo. Não é a quantidade de pessoas que você conhece que fará da sua, uma boa rede de relacionamentos, mas sim a qualidade dos seus contatos.
Seguem algumas dicas e sugestões para cultivar e manter um bom networking de qualidade:
- Selecione os contatos: procure manter contato com pessoas que sejam realmente relevantes para o seu desenvolvimento profissional. Não deixe de fazer colegas e amigos. No entanto, esqueça aquele colega de curso que pediu seu e-mail apenas para enviar piadas e correntes. Ele não quer nada além de ser popular.
- Esteja visível: ser encontrado é uma forma fácil de ser lembrado. Portanto, ressalto aqui novamente a importância da reputação online. Ter um blog ou um perfil no LinkedIn é fundamental para o networking. Hoje é muito comum a troca de e-mails em cursos e eventos, para isso tenha um cartão de visita em mãos para facilitar.
- Organize sua rede: ter seus contatos espalhados gera confusão e pode causar embaraços. Por isso, mantenha os dados das pessoas que você conhece em um único lugar. No celular ou no computador, não importa. O que interessa é que esses dados precisam ser facilmente acessados e atualizados.
- Seja sincero: manter uma aparência é algo muito difícil e requer muito jogo de cintura. Portanto, seja sempre sincero. Você não sabe quando será a próxima vez que vai entrar em contato com aquela pessoa e muito menos quem são os contatos dela, por isso mentir pode ser um risco muito grande de ter seu “filme queimado” em uma rede.
- Não fale demais, mas fale: as pessoas, em geral, não gostam daqueles que tomam contam das conversas e falam de tudo e por todos. Em uma roda de desconhecidos, fale o necessário para ser notado e para que seu conhecimento seja visto. Esqueça a timidez e o medo de errar, mas não abuse.
- Jamais fale mal dos outros: seja na internet ou pessoalmente, evite ao máximo falar mal de outras pessoas. Nem todos pensam da mesma forma e obter desafetos é prejudicial para o networking.
sábado, 5 de setembro de 2009
Síndrome do pequeno poder
Há um provérbio iugoslavo (e provavelmente há similares em todo o mundo) que diz:
-Se você quiser saber o que um homem é, coloque-o numa posição de poder.
Realmente, quando "chega lá" muitos se transformam e metem os pés pelas mãos.
Nem precisa ser um grande poder: às vezes um mero crachá já transforma alguém em "autoridade".
É evidente que exercício exaltado ou inadequado do poder pode trazer muitos transtornos e comprometer a sobrevivência e produtividade do grupo.
Sendo assim, é necessário lidar bem com a ascensão de pessoas.
Se você é quem subiu:
· Perceba que ninguém faz sucesso se não por meio de outros; agora, mais que nunca você precisará do apoio de todos. Humildade é um bom começo.
· Saiba que, mesmo sendo dono da empresa, ninguém se sustenta eternamente no poder se não exercê-lo do modo correto. Muitos donos de empresas são "demitidos" por sócios, executivos, credores ou outros quaisquer que tenham poder.
· Nunca confunda a importância do cargo com a pessoal. Como pessoa você tem valor, mas dificilmente terá poder (pessoas sem cargo e com poder são apenas aquelas dotadas de uma autoridade moral indiscutível, pela sua contribuição ou história). O cargo, por outro lado, tem poder e o dá ao ocupante.
· Aprender a exercer o poder é aprender algo da maior importância.
Invista nisso e procure a sabedoria.
-Se você quiser saber o que um homem é, coloque-o numa posição de poder.
Realmente, quando "chega lá" muitos se transformam e metem os pés pelas mãos.
Nem precisa ser um grande poder: às vezes um mero crachá já transforma alguém em "autoridade".
É evidente que exercício exaltado ou inadequado do poder pode trazer muitos transtornos e comprometer a sobrevivência e produtividade do grupo.
Sendo assim, é necessário lidar bem com a ascensão de pessoas.
Se você é quem subiu:
· Perceba que ninguém faz sucesso se não por meio de outros; agora, mais que nunca você precisará do apoio de todos. Humildade é um bom começo.
· Saiba que, mesmo sendo dono da empresa, ninguém se sustenta eternamente no poder se não exercê-lo do modo correto. Muitos donos de empresas são "demitidos" por sócios, executivos, credores ou outros quaisquer que tenham poder.
· Nunca confunda a importância do cargo com a pessoal. Como pessoa você tem valor, mas dificilmente terá poder (pessoas sem cargo e com poder são apenas aquelas dotadas de uma autoridade moral indiscutível, pela sua contribuição ou história). O cargo, por outro lado, tem poder e o dá ao ocupante.
· Aprender a exercer o poder é aprender algo da maior importância.
Invista nisso e procure a sabedoria.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Lidere pelo exemplo
Há coisas que todos sabem, mas, nem todos praticam adequadamente.
Por exemplo, sabe-se que o exemplo é o melhor modo de fazer uma regra ser aceita por todos.
Um chefe que quer austeridade no trabalho tem de ter comportamento austero, pois, caso contrário, quando ele estiver ausente as pessoas tenderão a comportar-se do modo como ele se comporta, contrário ao que ele pede.
Óbvio.
Por que as pessoas eventualmente pedem determinados comportamentos e não os seguem, elas próprias?·
Por se julgarem diferentes.
Por exemplo, o indivíduo imagina que sendo o dono da empresa ele pode ser diferente.
Isso é mera questão de opinião - e os outros têm opiniões diferentes das deles.
· Por fraqueza de caráter.
Falta disciplina para fazer o certo e o indivíduo derrapa numa relaxadazinha.
Tudo bem, qualquer um é humano e tem direito a essa derrapada, exceto, se estiver ocupando um cargo.
É preciso escolher entre ter o direito de derrapar e a ocupação de cargos que exigem firmeza. ·
Eventualmente porque o comportamento solicitado é inviável e improdutivo.
Criar regras que "não pegam" é próprio de ingênuos e de autoritários.
O negócio é refletir bem antes de legislar.
Por exemplo, sabe-se que o exemplo é o melhor modo de fazer uma regra ser aceita por todos.
Um chefe que quer austeridade no trabalho tem de ter comportamento austero, pois, caso contrário, quando ele estiver ausente as pessoas tenderão a comportar-se do modo como ele se comporta, contrário ao que ele pede.
Óbvio.
Por que as pessoas eventualmente pedem determinados comportamentos e não os seguem, elas próprias?·
Por se julgarem diferentes.
Por exemplo, o indivíduo imagina que sendo o dono da empresa ele pode ser diferente.
Isso é mera questão de opinião - e os outros têm opiniões diferentes das deles.
· Por fraqueza de caráter.
Falta disciplina para fazer o certo e o indivíduo derrapa numa relaxadazinha.
Tudo bem, qualquer um é humano e tem direito a essa derrapada, exceto, se estiver ocupando um cargo.
É preciso escolher entre ter o direito de derrapar e a ocupação de cargos que exigem firmeza. ·
Eventualmente porque o comportamento solicitado é inviável e improdutivo.
Criar regras que "não pegam" é próprio de ingênuos e de autoritários.
O negócio é refletir bem antes de legislar.
sábado, 15 de agosto de 2009
Liderança – da teoria à prática
Abraham Maslow, em sua Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas, cita cinco itens básicos para a motivação e manutenção do equilíbrio físico e psicológico do ser humano:
· Necessidade fisiológica,
· Necessidade de segurança,
· Necessidade de aceitação social,
· Necessidade de auto-estima e
· Necessidade de auto-realização.
No ambiente profissional, a concretização dessa teoria, requer um clima harmonioso, de credibilidade, de segurança e de comprometimento entre todos os integrantes da equipe/departamento, onde Líder é aquele que cria condições motivadoras para a equipe.
Numa concepção moderna, entende-se por Líder o profissional capaz de criar significados capazes de comprometer o empenho pessoal de cada um.
Tomemos, por exemplo, um dos momentos mais importantes do planejamento estratégico aos quais muitas organizações dão pouco valor, o momento de criar a Missão e Visão da empresa.
O que você acha de trabalhar com um cabeleireiro que tenha assumido como sua missão "Dar ao cliente a aparência que ele quer ter" ao invés de simplesmente afirmar: "Nossa missão é cortar cabelo."
Ou os soldados do filme O Gladiador, às vésperas de uma luta decisiva, ouvirem seu general incentivando-os a "verem" onde estarão após a luta, pois ele já se via andando pelos campos de trigo, colhendo-o.
Uma forma de dar significado a tudo que se vai fazer, às vitórias. alguma coisa equivale a dar valor, valorizar alguma coisa.
É claro que o/a líder precisa começar por significar seus próprios colaboradores, valorizando-os como equipe. É claro que sua equipe espera que ele valorize o próprio trabalho.
Tradicionalmente são destacados os seguintes estilos de Liderança:
Autocrático,
Carismático,
Liberal,
Situacional,
Democrático.
Embora saibamos que este último é um dos mais indicados na moderna gestão de pessoas, por sua atuação vinculada à linha humanista, é preciso deixar claro o que se entende por Líder Democrático.
Basta ver o uso que se faz desse termo no contexto iraquiano, em que pretensos democratas querem impor seu sistema aos vencidos.
No contexto organizacional, é costume entender por Democrático aquele que tem um comportamento firme, imparcial, que visa a capacitar e enaltecer o desempenho do subordinado. Mas é aquele também que estabelece objetivos e metas claras e cobra resultados na quantidade e na hora certa.
Fique claro, e aí entra o conceito de Liderança Situacional, que líder é aquele que lida com cada colaborador de acordo com sua experiência, sua maturidade psicológica e profissional.
Para ele, cada pessoa é um caso.
Cada pessoa tem sua escala de necessidades própria e sua curva de amadurecimento.
Mas, como ser um Líder Situacional perante todas as dificuldades do dia a dia e como relacionar e interagir essas questões com as Necessidades de Maslow, uma vez que o ser humano necessita ser aceito socialmente, manter auto-estima, sentir-se seguro no ambiente de trabalho, conseguir realização pessoal e profissional?
Consideram-se três elementos-chave para que o Líder motive e melhore o desempenho do liderado.
Ao utilizar essa habilidade de interação, é importante lembrar os seguintes pontos:
1. Fazer o liderado focalizar o problema de desempenho. Muitas vezes, especialmente quando não existe transparência, o colaborador, por medo, evitará discutir o problema real. Cabe ao líder conduzir a discussão, concentrando-a no desempenho. Distinguir desempenho e pessoa.
2. Solicitar a colaboração do liderado para resolver o problema. Agindo assim, o Líder demonstra que valoriza as idéias e a experiência dele. Isso eleva a auto-estima.
3. Se o liderado sugerir uma solução adequada, tentar usá-la. Incorporar idéias válidas do colaborador contribui para reforçar sua auto-estima, desde que reconheça que são idéias dele.
Abaixo, relacionamos situações problemas que o Líder enfrenta e como pode proceder visando à manutenção da auto-estima, à motivação do subordinado e conseqüentemente à excelência na produtividade.
A – Para aprimorar, manter o desempenho adequado do subordinado
1. Descreva o problema de forma amistosa;
2. Focalize o problema, não o colaborador;
3. Ouça-o com empatia;
4. Descreva em detalhes o hábito inadequado de trabalho observado;
5. Informe o liderado sobre o progresso insuficiente e, com ele, busque as causas;
6. Discuta as causas do problema;
7. Apresente as razões de sua preocupação;
8. Indique as conseqüências da contínua falta de melhoria;
9. Identifique e anote as soluções possíveis;
10. Enfatize que a equipe precisa da colaboração do liderado;
11. Decida sobre medidas específicas que cada um tomará, pois o problema de um é problema da equipe;
12. Mostre que a situação tem que mudar e solicite alternativas para resolver o problema;
13. Combine medidas específicas e prazos para acompanhamento (PDCA);
14. Explique a importância da melhoria para você e para a equipe;
15. Manifeste confiança no subordinado;
16. Descreva a melhoria do desempenho;
17. Cumprimente o liderado pela melhoria do desempenho.
B - Para lidar com reclamações de liderados
1. Registre todos os detalhes da reclamação;
2. Ouça e responda demonstrando que você compreende a situação;
3. Apresente sua posição abertamente;
4. Agradeça-lhe por chamar a sua atenção para o problema.
C – Para vencer resistência à mudança
1. Dê as informações básicas e descreva por que a mudança é necessária;
2. Explique como a mudança irá afetar o liderado;
3. Solicite -lhe que faça perguntas sobre a mudança;
4. Ouça e responda abertamente às perguntas ou comentários dele;
5. Solicite sua ajuda na efetivação da mudança.
Cada vez mais fala-se em Educação Empresarial.
A educação foi levada para dentro da organização.
Empresas modernas desenvolvem pessoas.
Desenvolver significa (olhem aqui a nossa palavra-chave: significar, dar valor) libertar (desenvolver).
Empresas de sucesso são as que valorizam suas lideranças como educadores capazes de dar chances a seus liderados para que utilizem seus conhecimentos tácitos.
Se você ocupa posição de liderança, que significado você dá a seus colaboradores e ao trabalho deles?
· Necessidade fisiológica,
· Necessidade de segurança,
· Necessidade de aceitação social,
· Necessidade de auto-estima e
· Necessidade de auto-realização.
No ambiente profissional, a concretização dessa teoria, requer um clima harmonioso, de credibilidade, de segurança e de comprometimento entre todos os integrantes da equipe/departamento, onde Líder é aquele que cria condições motivadoras para a equipe.
Numa concepção moderna, entende-se por Líder o profissional capaz de criar significados capazes de comprometer o empenho pessoal de cada um.
Tomemos, por exemplo, um dos momentos mais importantes do planejamento estratégico aos quais muitas organizações dão pouco valor, o momento de criar a Missão e Visão da empresa.
O que você acha de trabalhar com um cabeleireiro que tenha assumido como sua missão "Dar ao cliente a aparência que ele quer ter" ao invés de simplesmente afirmar: "Nossa missão é cortar cabelo."
Ou os soldados do filme O Gladiador, às vésperas de uma luta decisiva, ouvirem seu general incentivando-os a "verem" onde estarão após a luta, pois ele já se via andando pelos campos de trigo, colhendo-o.
Uma forma de dar significado a tudo que se vai fazer, às vitórias. alguma coisa equivale a dar valor, valorizar alguma coisa.
É claro que o/a líder precisa começar por significar seus próprios colaboradores, valorizando-os como equipe. É claro que sua equipe espera que ele valorize o próprio trabalho.
Tradicionalmente são destacados os seguintes estilos de Liderança:
Autocrático,
Carismático,
Liberal,
Situacional,
Democrático.
Embora saibamos que este último é um dos mais indicados na moderna gestão de pessoas, por sua atuação vinculada à linha humanista, é preciso deixar claro o que se entende por Líder Democrático.
Basta ver o uso que se faz desse termo no contexto iraquiano, em que pretensos democratas querem impor seu sistema aos vencidos.
No contexto organizacional, é costume entender por Democrático aquele que tem um comportamento firme, imparcial, que visa a capacitar e enaltecer o desempenho do subordinado. Mas é aquele também que estabelece objetivos e metas claras e cobra resultados na quantidade e na hora certa.
Fique claro, e aí entra o conceito de Liderança Situacional, que líder é aquele que lida com cada colaborador de acordo com sua experiência, sua maturidade psicológica e profissional.
Para ele, cada pessoa é um caso.
Cada pessoa tem sua escala de necessidades própria e sua curva de amadurecimento.
Mas, como ser um Líder Situacional perante todas as dificuldades do dia a dia e como relacionar e interagir essas questões com as Necessidades de Maslow, uma vez que o ser humano necessita ser aceito socialmente, manter auto-estima, sentir-se seguro no ambiente de trabalho, conseguir realização pessoal e profissional?
Consideram-se três elementos-chave para que o Líder motive e melhore o desempenho do liderado.
Ao utilizar essa habilidade de interação, é importante lembrar os seguintes pontos:
1. Fazer o liderado focalizar o problema de desempenho. Muitas vezes, especialmente quando não existe transparência, o colaborador, por medo, evitará discutir o problema real. Cabe ao líder conduzir a discussão, concentrando-a no desempenho. Distinguir desempenho e pessoa.
2. Solicitar a colaboração do liderado para resolver o problema. Agindo assim, o Líder demonstra que valoriza as idéias e a experiência dele. Isso eleva a auto-estima.
3. Se o liderado sugerir uma solução adequada, tentar usá-la. Incorporar idéias válidas do colaborador contribui para reforçar sua auto-estima, desde que reconheça que são idéias dele.
Abaixo, relacionamos situações problemas que o Líder enfrenta e como pode proceder visando à manutenção da auto-estima, à motivação do subordinado e conseqüentemente à excelência na produtividade.
A – Para aprimorar, manter o desempenho adequado do subordinado
1. Descreva o problema de forma amistosa;
2. Focalize o problema, não o colaborador;
3. Ouça-o com empatia;
4. Descreva em detalhes o hábito inadequado de trabalho observado;
5. Informe o liderado sobre o progresso insuficiente e, com ele, busque as causas;
6. Discuta as causas do problema;
7. Apresente as razões de sua preocupação;
8. Indique as conseqüências da contínua falta de melhoria;
9. Identifique e anote as soluções possíveis;
10. Enfatize que a equipe precisa da colaboração do liderado;
11. Decida sobre medidas específicas que cada um tomará, pois o problema de um é problema da equipe;
12. Mostre que a situação tem que mudar e solicite alternativas para resolver o problema;
13. Combine medidas específicas e prazos para acompanhamento (PDCA);
14. Explique a importância da melhoria para você e para a equipe;
15. Manifeste confiança no subordinado;
16. Descreva a melhoria do desempenho;
17. Cumprimente o liderado pela melhoria do desempenho.
B - Para lidar com reclamações de liderados
1. Registre todos os detalhes da reclamação;
2. Ouça e responda demonstrando que você compreende a situação;
3. Apresente sua posição abertamente;
4. Agradeça-lhe por chamar a sua atenção para o problema.
C – Para vencer resistência à mudança
1. Dê as informações básicas e descreva por que a mudança é necessária;
2. Explique como a mudança irá afetar o liderado;
3. Solicite -lhe que faça perguntas sobre a mudança;
4. Ouça e responda abertamente às perguntas ou comentários dele;
5. Solicite sua ajuda na efetivação da mudança.
Cada vez mais fala-se em Educação Empresarial.
A educação foi levada para dentro da organização.
Empresas modernas desenvolvem pessoas.
Desenvolver significa (olhem aqui a nossa palavra-chave: significar, dar valor) libertar (desenvolver).
Empresas de sucesso são as que valorizam suas lideranças como educadores capazes de dar chances a seus liderados para que utilizem seus conhecimentos tácitos.
Se você ocupa posição de liderança, que significado você dá a seus colaboradores e ao trabalho deles?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Assumindo a coragem de liderar
O plano era ótimo, mas ele não conseguiu o apoio de grupo e então...
A idéia era boa, mas ninguém quis ajudá-lo na implantação, então...
Não basta um bom produto, uma boa idéia, um bom projeto; precisamos de adesão e apoio de outras pessoas.
É aí que muitos esbarram: ficam esperando que os outros venham espontaneamente aplaudir suas propostas.
Têm medo de liderar - e então, por melhor que sejam suas idéias, tudo é difícil!
O que um líder faz:
- Mostra ao grupo a direção a seguir - e por que;
- Mostra ao grupo a viabilidade e a vantagem das metas propostas - e o potencial do grupo para realizá-las;
- Esforça-se para criar uma atmosfera de cordialidade e cooperação no grupo;
- Procura fazer com que todos participem e tenham reconhecimento pelo seu esforço;
- Cria um clima para produtividade e criatividade;
- Busca recursos e instrumentos para que o grupo realize suas metas;
- Resolve conflitos internos da melhor maneira possível.
Não há receita.
O que é um líder eficaz?
O democrata
- que deixa as pessoas livres para decidir?
O autocrata
- que centraliza as decisões?
O "bonzinho"
permissivo, "humano", interessado no pessoal?
Ou aquele que se preocupa principalmente com o trabalho: exigente, severo, controlador?
Tudo depende, dizem os estudiosos.
O líder mais eficiente é o flexível, que sabe ser bonzinho ou durão, democrata ou autocrata, voltado para pessoas ou voltado para tarefas... tudo na hora certa.
Por exemplo:
Consideremos o liderado. Se ele tem um alto grau de maturidade (conhecimento da tarefa, motivação, responsabilidade), o líder pode deixá-lo mais livre para trabalhar; caso contrário, o controle sobre a tarefa e sua realização deve ser maior.
Na gerência, liderar é fundamental
Três palavras-chaves compõem a base da sustentação e eficácia de um gerente (chefe, supervisor, diretor) na empresa.
São as seguintes:
- Autoridade - Ocupar um papel formalmente estabelecido (cargo), com determinadas atribuições, inclusive a atribuição de mando sobre outras pessoas. Quando a autoridade está mal definida, o gerente tem problemas para realizar as metas da empresa.
- Poder - Capacidade de delegar a alguém a tarefa de fazer alguma coisa, usando para isso qualquer recurso ou instrumento, inclusive a força. Na gerência, o poder advém da autoridade; ele é delegado ao cargo. Quando o gerente não tem poder, o grupo desagrega-se, tem baixa auto-estima, mantém-se desinteressado e confuso.
- Liderança - É a capacidade de levar alguém a cooperar espontaneamente.
Quando o gerente não tem liderança, o funcionário adota a estratégia de fingir que faz ou que obedece e faz o mínimo necessário para não perder o emprego. A liderança traz o poder sólido e sustentável.
Para liderar é preciso:
- Ser leal e verdadeiro no relacionamento com os membros do grupo;
- Querer liderar, isto é, aceitar a responsabilidade que a liderança traz;
- Envolver-se integralmente com as metas do grupo;
- Buscar uma compatibilização entre as metas do grupo e as dos indivíduos;
- Estimular o grupo a realizar sua tarefa;
- Assumir riscos;
- Identificar-se com o grupo;
- Manter um esforço permanente de comunicação com os membros do grupo;
- Colocar os objetivos do grupo acima de caprichos e vontades pessoais.
Sem liderança ninguém atinge objetivos.
A idéia era boa, mas ninguém quis ajudá-lo na implantação, então...
Não basta um bom produto, uma boa idéia, um bom projeto; precisamos de adesão e apoio de outras pessoas.
É aí que muitos esbarram: ficam esperando que os outros venham espontaneamente aplaudir suas propostas.
Têm medo de liderar - e então, por melhor que sejam suas idéias, tudo é difícil!
O que um líder faz:
- Mostra ao grupo a direção a seguir - e por que;
- Mostra ao grupo a viabilidade e a vantagem das metas propostas - e o potencial do grupo para realizá-las;
- Esforça-se para criar uma atmosfera de cordialidade e cooperação no grupo;
- Procura fazer com que todos participem e tenham reconhecimento pelo seu esforço;
- Cria um clima para produtividade e criatividade;
- Busca recursos e instrumentos para que o grupo realize suas metas;
- Resolve conflitos internos da melhor maneira possível.
Não há receita.
O que é um líder eficaz?
O democrata
- que deixa as pessoas livres para decidir?
O autocrata
- que centraliza as decisões?
O "bonzinho"
permissivo, "humano", interessado no pessoal?
Ou aquele que se preocupa principalmente com o trabalho: exigente, severo, controlador?
Tudo depende, dizem os estudiosos.
O líder mais eficiente é o flexível, que sabe ser bonzinho ou durão, democrata ou autocrata, voltado para pessoas ou voltado para tarefas... tudo na hora certa.
Por exemplo:
Consideremos o liderado. Se ele tem um alto grau de maturidade (conhecimento da tarefa, motivação, responsabilidade), o líder pode deixá-lo mais livre para trabalhar; caso contrário, o controle sobre a tarefa e sua realização deve ser maior.
Na gerência, liderar é fundamental
Três palavras-chaves compõem a base da sustentação e eficácia de um gerente (chefe, supervisor, diretor) na empresa.
São as seguintes:
- Autoridade - Ocupar um papel formalmente estabelecido (cargo), com determinadas atribuições, inclusive a atribuição de mando sobre outras pessoas. Quando a autoridade está mal definida, o gerente tem problemas para realizar as metas da empresa.
- Poder - Capacidade de delegar a alguém a tarefa de fazer alguma coisa, usando para isso qualquer recurso ou instrumento, inclusive a força. Na gerência, o poder advém da autoridade; ele é delegado ao cargo. Quando o gerente não tem poder, o grupo desagrega-se, tem baixa auto-estima, mantém-se desinteressado e confuso.
- Liderança - É a capacidade de levar alguém a cooperar espontaneamente.
Quando o gerente não tem liderança, o funcionário adota a estratégia de fingir que faz ou que obedece e faz o mínimo necessário para não perder o emprego. A liderança traz o poder sólido e sustentável.
Para liderar é preciso:
- Ser leal e verdadeiro no relacionamento com os membros do grupo;
- Querer liderar, isto é, aceitar a responsabilidade que a liderança traz;
- Envolver-se integralmente com as metas do grupo;
- Buscar uma compatibilização entre as metas do grupo e as dos indivíduos;
- Estimular o grupo a realizar sua tarefa;
- Assumir riscos;
- Identificar-se com o grupo;
- Manter um esforço permanente de comunicação com os membros do grupo;
- Colocar os objetivos do grupo acima de caprichos e vontades pessoais.
Sem liderança ninguém atinge objetivos.
domingo, 2 de agosto de 2009
As seis características de um líder
Um líder pode ser definido em seis Ds.
Seis Dimensões? Seis Desejos? Seis Dogmas?
Nada disso. Apenas uma forma fácil de memorizarmos como atua um líder moderno. Já que a missão do novo líder é motivar, capacitar e inspirar, veja como os princípios abaixo - todos começando com a letra D – pontuam suas atividades:
1 - Descontração
A empresa precisa de colaboradores criativos, certo? Portanto rigidez e autoritarismo nem pensar. É importante a equipe estar solta, à vontade para criar, opinar, discordar. Uma piada, ou uma brincadeira feita na hora certa pode ajudar e muito. Seja gente, seja sincero, seja agradável. Uma decoração leve também ajuda. E bom humor é fundamental.
2 - Direcionamento
Pode parecer um paradoxo, mas paralelamente à descontração, é preciso foco. Ao direcionar, o líder ajuda seus colaboradores a incorporar a missão da empresa, harmonizar objetivos e estabelecer prioridades.
3 - Desafio
Por meio do desafio, trabalho deixa de significar sacrifício ou tortura (como já foi em sua origem etimológica) e passa a ser sinônimo de criatividade, realização, aprendizado e, sobretudo, prazer. Esta motivação é adquirida aos poucos, cada vez que uma pessoa se percebe mais capaz. O psicólogo organizacional Mihaly Csikszentmihaly, em seu livro A Psicologia da Felicidade mostra como administrar desafios para obtermos bons resultados e prazer: quando uma pessoa está aprendendo uma nova tarefa, ela tem pouca aptidão e provavelmente alto grau de ansiedade. Com o tempo, ela aprende a realizar a tarefa, e sua ansiedade chega a um ponto ótimo de fluidez, prazer e resultados.Mais tempo passa e nosso personagem já “tira de letra” a aptidão para a tarefa. Nesse momento, seu desafio será pequeno. Se a tarefa se tornar repetitiva, a conseqüência será o tédio. Antes que ele se instale, é hora do novo desafio!
4 - Diferenciação
É ótimo reconhecer e valorizar as diferenças entre cada membro da equipe. Ajuda e motiva aproveitar as características individuais de cada um, tanto de personalidade como de experiência profissional. A pessoa se sente respeitada, passa a ousar mais, sem medo de ser diferente dos outros. Só com a aceitação das diferenças acontece a verdadeira inclusão.
5 - Desapego
Uma equipe é mais produtiva quando seus membros estão realmente voltados para a melhor solução e conseguem se desapegar de idéias e paradigmas anteriores. É preciso abandonar o ego, as certezas, a noção de uma única alternativa. Às vezes é difícil, mas a conscientização do comportamento, a mudança de valores e principalmente o treino podem ajudar muito.
Juntando esses 5 Ds com uma boa dose de motivação e comprometimento, o líder consegue o que é mais importante em uma equipe:
6 - Determinação.
E se ele mesmo a tiver, será um líder querido, eficaz e inspirador.
Seis Dimensões? Seis Desejos? Seis Dogmas?
Nada disso. Apenas uma forma fácil de memorizarmos como atua um líder moderno. Já que a missão do novo líder é motivar, capacitar e inspirar, veja como os princípios abaixo - todos começando com a letra D – pontuam suas atividades:
1 - Descontração
A empresa precisa de colaboradores criativos, certo? Portanto rigidez e autoritarismo nem pensar. É importante a equipe estar solta, à vontade para criar, opinar, discordar. Uma piada, ou uma brincadeira feita na hora certa pode ajudar e muito. Seja gente, seja sincero, seja agradável. Uma decoração leve também ajuda. E bom humor é fundamental.
2 - Direcionamento
Pode parecer um paradoxo, mas paralelamente à descontração, é preciso foco. Ao direcionar, o líder ajuda seus colaboradores a incorporar a missão da empresa, harmonizar objetivos e estabelecer prioridades.
3 - Desafio
Por meio do desafio, trabalho deixa de significar sacrifício ou tortura (como já foi em sua origem etimológica) e passa a ser sinônimo de criatividade, realização, aprendizado e, sobretudo, prazer. Esta motivação é adquirida aos poucos, cada vez que uma pessoa se percebe mais capaz. O psicólogo organizacional Mihaly Csikszentmihaly, em seu livro A Psicologia da Felicidade mostra como administrar desafios para obtermos bons resultados e prazer: quando uma pessoa está aprendendo uma nova tarefa, ela tem pouca aptidão e provavelmente alto grau de ansiedade. Com o tempo, ela aprende a realizar a tarefa, e sua ansiedade chega a um ponto ótimo de fluidez, prazer e resultados.Mais tempo passa e nosso personagem já “tira de letra” a aptidão para a tarefa. Nesse momento, seu desafio será pequeno. Se a tarefa se tornar repetitiva, a conseqüência será o tédio. Antes que ele se instale, é hora do novo desafio!
4 - Diferenciação
É ótimo reconhecer e valorizar as diferenças entre cada membro da equipe. Ajuda e motiva aproveitar as características individuais de cada um, tanto de personalidade como de experiência profissional. A pessoa se sente respeitada, passa a ousar mais, sem medo de ser diferente dos outros. Só com a aceitação das diferenças acontece a verdadeira inclusão.
5 - Desapego
Uma equipe é mais produtiva quando seus membros estão realmente voltados para a melhor solução e conseguem se desapegar de idéias e paradigmas anteriores. É preciso abandonar o ego, as certezas, a noção de uma única alternativa. Às vezes é difícil, mas a conscientização do comportamento, a mudança de valores e principalmente o treino podem ajudar muito.
Juntando esses 5 Ds com uma boa dose de motivação e comprometimento, o líder consegue o que é mais importante em uma equipe:
6 - Determinação.
E se ele mesmo a tiver, será um líder querido, eficaz e inspirador.
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