sexta-feira, 7 de maio de 2010

Trabalhe sua imagem

Muita gente competente passa uma imagem contrária e essa aparência negativa acaba por limitar suas oportunidades. É preciso ter cuidado para com a imagem e buscar eliminar dela qualquer item que possa trazer impacto desfavorável. A imagem é formada principalmente por:

a) aparência;
b) comportamentos;
c) comunicações;
d) resultados apresentados;
e) outros aspectos.

O ideal é fazer uma análise tipo "pente-fino" da própria imagem, levando em conta cada um desses tópicos.

Vários desses pontos podem comunicar a idéia de incompetência, irresponsabilidade, falta de comprometimento com as metas da empresa, desatenção, ou simplesmente distorcem a maneira como você é visto por outras pessoas. Vejamos cada quesito individualmente:

Aparência
• Uma roupa espalhafatosa, ou mesmo casual demais, pode comunicar a idéia de que o sujeito é desleixado, desorganizado, inconseqüente ou rebelde. Mas vale pecar pelo excesso de sobriedade do que pela falta dela.
• Um acessório inadequado pode transmitir a idéia que o sujeito está na profissão errada (por exemplo, imagine um executivo uma pasta de esportista) ou que seu emprego não é sua maior prioridade (bonés de time de futebol etc.).
• Excentricidades em geral: um bigode ou cabelo mirabolante pode dar a idéia de que o indivíduo perde tempo demais cuidado da aparência e preocupando-se com picuinhas.

Comportamentos
• Atraso crônico no término de trabalhos, reuniões, cumprimento de compromissos pode ter uma boa justificativa, mas, transmite forte idéia de descaso ou incapacidade de cumprir prazos.
• Manter mesa atolada, ambiente desorganizado transmitem idéia de falta de controle. Da mesma forma, excesso de objetos pessoais podem atrapalhar na hora de construir uma imagem de comprometimento.
• Resista à tentação de expor seus problemas pessoais no trabalho, além de dar margem a fofocas, você tira o foco das pessoas dos resultados que obteve.

Comunicações
• Excessiva comunicação social, envio de e-mails não-profissionais dá a impressão de que o indivíduo não é firme no trabalho ou está com tempo de sobra.
• Confusão em comunicar transmite idéia de amadorismo ou desconhecimento do assunto discutido.
• Dificuldade de diálogo ou hesitação na hora de relacionar-se com os colegas demonstra falta de espírito de liderança e limita suas opções de crescimento.

Resultados apresentados
• O relatório contém erros - e lá se vai a imagem de valor que ele deveria ter e com ela a credibilidade dos dados contidos.
• Explicações muito longas na hora de apresentar indicam que a proposta não se sustenta sozinha. Seja objetivo e incisivo, explicando apenas quando for necessário.
• A apresentação está rebuscada e enfeitada na proposta – e os outros ficam pensando que houve desvio de atenção e perda de tempo.

Outros aspectos
• As companhias escolhidas pelo indivíduo afetam negativamente sua imagem, eventualmente. Lembre-se de que ao trabalhar em uma empresa você está associando-se aos sucessos e fracassos da mesma.
• Esteja sempre informado de tudo o que puder sobre sua empresa. Dessa forma você nunca é pego de surpresa e comprova estar sempre alinhado aos objetivos da mesma.

Saber trabalhar sua imagem é uma competência em si, e deve ser desenvolvida para fazer seu trabalho aparecer. Então preste atenção em como você está sendo visto em seu emprego e assuma controle de sua imagem

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

OS 20 MANDAMENTOS DA BOA GESTÃO.

Essas são algumas dúvidas que volta e meia tiram o sono de qualquer profissional. Algumas delas são fáceis de solucionar, outras, no entanto, demandam muito esforço.

Para facilitar um pouco este trabalho, desenvolvemos ao longo de nossa carreira profissional os 20 Mandamentos da Boa Gestão.

São idéias e soluções capazes de nortear a trajetória em tempos de crise, que mesmo que muitos digam que já passou, ainda afeta o dia a dia das companhias ao redor do mundo. Embora o talento prevaleça, uma gestão competente ainda é primordial.

Ao adotar estas regras um gestor pode garantir além do próprio sucesso, maior rentabilidade para sua empresa, fazendo com que ambos passem pela crise sem solavancos.

São elas:

1 - O mercado é absoluto: acompanhe o concorrente, mas não necessariamente siga-o.

2 - Cash is king. Jamais esqueça.

3 - Retorno sobre o capital investido será sempre cobrado. Só você será culpado se o "payback" não aparecer.

4 - Somente lucros constantes e crescentes preservam uma relação sustentada entre executivos e acionistas.

5 - Seja político, mas não faça política na empresa.

6 - A decisão sempre é financeira. Mesmo sendo estratégica, ela tem que ser respaldada por base quantitativa.

7 - Seja cuidadoso, mas transparente.

8 - Preserve sempre o brilho nos olhos.

9 - Domine os números de sua área.

10 - Entenda sempre o modelo econômico e os fatores críticos de sucesso do negócio/setor que
dirige.

11 - Faça sempre o crivo das questões fiscais e legais que suportam suas decisões. Entenda o risco, mas não tenha medo de tomar a decisão.

12- Nunca abra mão dos juros. Renegocie o principal, nunca os juros.

13 - Não diga não aos acionistas, diga que é prematuro.

14 - Não leve problema aos acionistas. Leve um diagnóstico claro do problema, sua recomendação para solucioná-lo, os resultados esperados e um plano de ação.

15 - Você pode ter a caneta, mas o tinteiro está com os acionistas. Use a exata quantidade de tinta que lhe é dada, nem mais nem menos. Seus resultados é que vão lhe assegurar uma quantidade crescente de tinta.

16 - Seu aprimoramento profissional deve ser constante.

17 - Formação acadêmica é essencial. Não pare nunca de estudar, formal e informalmente.

18 - Tenha “hobbies" e amigos fora do seu dia a dia de trabalho. Construa "network" dentro e fora do setor que você atua.

19 - Tenha sempre empatia.

20 - Foque sempre no "red is sue" (o que está tirando seu sono). Energia é escassa e deve ser usada com foco.

Seguindo essas dicas, você terá um caminho mais promissor. Só uma última dica: esteja alinhado com seu objetivo 24 horas por dia, 7 dias por semana, o ano inteiro.

sábado, 12 de setembro de 2009

Branding - Relacionamento

Não é difícil cultivar um network de qualidade

Ao contrário do que possa parecer, ser popular e ter vários contatos não caracterizam uma boa rede profissional. Qualidade vale mais do que quantidade. Aja com sinceridade, selecione, fale (não demais) e esteja visível.

É cada vez mais importante desenvolver uma estratégia para a evolução da carreira. Com toda a voracidade do mercado de trabalho atual, os profissionais, ao mesmo tempo em que buscam o conhecimento e a informação, precisam manter e cultivar sua rede de relacionamentos, ou networking.

Com a internet, aumentaram as possibilidades do networking profissional. Conhecer profissionais da sua área de atuação nunca foi tão fácil quanto é hoje. Com as redes sociais e meios de comunicação online, abre-se um canal de comunicação direto entre os mais diversos níveis organizacionais e culturais. As barreiras da concorrência, dos continentes e até mesmo do preconceito caem e a troca de informação prevalece.

Embora existam várias facilidades, para que o networking seja efetivo é preciso ter alguns critérios. Ao contrário do que muitos imaginam, ser popular e ter vários contatos não é a principal característica de um bom networking profissional. Para a carreira, o networking é meio de contato das pessoas certas para o momento certo. Não é a quantidade de pessoas que você conhece que fará da sua, uma boa rede de relacionamentos, mas sim a qualidade dos seus contatos.

Seguem algumas dicas e sugestões para cultivar e manter um bom networking de qualidade:

  1. Selecione os contatos: procure manter contato com pessoas que sejam realmente relevantes para o seu desenvolvimento profissional. Não deixe de fazer colegas e amigos. No entanto, esqueça aquele colega de curso que pediu seu e-mail apenas para enviar piadas e correntes. Ele não quer nada além de ser popular.
  2. Esteja visível: ser encontrado é uma forma fácil de ser lembrado. Portanto, ressalto aqui novamente a importância da reputação online. Ter um blog ou um perfil no LinkedIn é fundamental para o networking. Hoje é muito comum a troca de e-mails em cursos e eventos, para isso tenha um cartão de visita em mãos para facilitar.
  3. Organize sua rede: ter seus contatos espalhados gera confusão e pode causar embaraços. Por isso, mantenha os dados das pessoas que você conhece em um único lugar. No celular ou no computador, não importa. O que interessa é que esses dados precisam ser facilmente acessados e atualizados.
  4. Seja sincero: manter uma aparência é algo muito difícil e requer muito jogo de cintura. Portanto, seja sempre sincero. Você não sabe quando será a próxima vez que vai entrar em contato com aquela pessoa e muito menos quem são os contatos dela, por isso mentir pode ser um risco muito grande de ter seu “filme queimado” em uma rede.
  5. Não fale demais, mas fale: as pessoas, em geral, não gostam daqueles que tomam contam das conversas e falam de tudo e por todos. Em uma roda de desconhecidos, fale o necessário para ser notado e para que seu conhecimento seja visto. Esqueça a timidez e o medo de errar, mas não abuse.
  6. Jamais fale mal dos outros: seja na internet ou pessoalmente, evite ao máximo falar mal de outras pessoas. Nem todos pensam da mesma forma e obter desafetos é prejudicial para o networking.
Aplicando esses princípios aliados à afinidade pessoal e um pouco de sorte, com o tempo você certamente estruturará uma boa rede de relacionamentos. Networking requer tempo e é uma estratégia de carreira. Lembre-se que ter poucos contatos não é sinônimo de networking ruim.

sábado, 5 de setembro de 2009

Síndrome do pequeno poder

Há um provérbio iugoslavo (e provavelmente há similares em todo o mundo) que diz:
-Se você quiser saber o que um homem é, coloque-o numa posição de poder.

Realmente, quando "chega lá" muitos se transformam e metem os pés pelas mãos.

Nem precisa ser um grande poder: às vezes um mero crachá já transforma alguém em "autoridade".

É evidente que exercício exaltado ou inadequado do poder pode trazer muitos transtornos e comprometer a sobrevivência e produtividade do grupo.

Sendo assim, é necessário lidar bem com a ascensão de pessoas.

Se você é quem subiu:

· Perceba que ninguém faz sucesso se não por meio de outros; agora, mais que nunca você precisará do apoio de todos. Humildade é um bom começo.

· Saiba que, mesmo sendo dono da empresa, ninguém se sustenta eternamente no poder se não exercê-lo do modo correto. Muitos donos de empresas são "demitidos" por sócios, executivos, credores ou outros quaisquer que tenham poder.

· Nunca confunda a importância do cargo com a pessoal. Como pessoa você tem valor, mas dificilmente terá poder (pessoas sem cargo e com poder são apenas aquelas dotadas de uma autoridade moral indiscutível, pela sua contribuição ou história). O cargo, por outro lado, tem poder e o dá ao ocupante.

· Aprender a exercer o poder é aprender algo da maior importância.
Invista nisso e procure a sabedoria.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Lidere pelo exemplo

Há coisas que todos sabem, mas, nem todos praticam adequadamente.

Por exemplo, sabe-se que o exemplo é o melhor modo de fazer uma regra ser aceita por todos.

Um chefe que quer austeridade no trabalho tem de ter comportamento austero, pois, caso contrário, quando ele estiver ausente as pessoas tenderão a comportar-se do modo como ele se comporta, contrário ao que ele pede.

Óbvio.

Por que as pessoas eventualmente pedem determinados comportamentos e não os seguem, elas próprias?·

Por se julgarem diferentes.

Por exemplo, o indivíduo imagina que sendo o dono da empresa ele pode ser diferente.

Isso é mera questão de opinião - e os outros têm opiniões diferentes das deles.

· Por fraqueza de caráter.

Falta disciplina para fazer o certo e o indivíduo derrapa numa relaxadazinha.

Tudo bem, qualquer um é humano e tem direito a essa derrapada, exceto, se estiver ocupando um cargo.

É preciso escolher entre ter o direito de derrapar e a ocupação de cargos que exigem firmeza. ·

Eventualmente porque o comportamento solicitado é inviável e improdutivo.

Criar regras que "não pegam" é próprio de ingênuos e de autoritários.

O negócio é refletir bem antes de legislar.

sábado, 15 de agosto de 2009

Liderança – da teoria à prática

Abraham Maslow, em sua Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas, cita cinco itens básicos para a motivação e manutenção do equilíbrio físico e psicológico do ser humano:

· Necessidade fisiológica,

· Necessidade de segurança,

· Necessidade de aceitação social,

· Necessidade de auto-estima e

· Necessidade de auto-realização.

No ambiente profissional, a concretização dessa teoria, requer um clima harmonioso, de credibilidade, de segurança e de comprometimento entre todos os integrantes da equipe/departamento, onde Líder é aquele que cria condições motivadoras para a equipe.
Numa concepção moderna, entende-se por Líder o profissional capaz de criar significados capazes de comprometer o empenho pessoal de cada um.

Tomemos, por exemplo, um dos momentos mais importantes do planejamento estratégico aos quais muitas organizações dão pouco valor, o momento de criar a Missão e Visão da empresa.

O que você acha de trabalhar com um cabeleireiro que tenha assumido como sua missão "Dar ao cliente a aparência que ele quer ter" ao invés de simplesmente afirmar: "Nossa missão é cortar cabelo."
Ou os soldados do filme O Gladiador, às vésperas de uma luta decisiva, ouvirem seu general incentivando-os a "verem" onde estarão após a luta, pois ele já se via andando pelos campos de trigo, colhendo-o.

Uma forma de dar significado a tudo que se vai fazer, às vitórias. alguma coisa equivale a dar valor, valorizar alguma coisa.
É claro que o/a líder precisa começar por significar seus próprios colaboradores, valorizando-os como equipe. É claro que sua equipe espera que ele valorize o próprio trabalho.

Tradicionalmente são destacados os seguintes estilos de Liderança:

Autocrático,

Carismático,

Liberal,

Situacional,

Democrático.

Embora saibamos que este último é um dos mais indicados na moderna gestão de pessoas, por sua atuação vinculada à linha humanista, é preciso deixar claro o que se entende por Líder Democrático.
Basta ver o uso que se faz desse termo no contexto iraquiano, em que pretensos democratas querem impor seu sistema aos vencidos.
No contexto organizacional, é costume entender por Democrático aquele que tem um comportamento firme, imparcial, que visa a capacitar e enaltecer o desempenho do subordinado. Mas é aquele também que estabelece objetivos e metas claras e cobra resultados na quantidade e na hora certa.

Fique claro, e aí entra o conceito de Liderança Situacional, que líder é aquele que lida com cada colaborador de acordo com sua experiência, sua maturidade psicológica e profissional.
Para ele, cada pessoa é um caso.
Cada pessoa tem sua escala de necessidades própria e sua curva de amadurecimento.
Mas, como ser um Líder Situacional perante todas as dificuldades do dia a dia e como relacionar e interagir essas questões com as Necessidades de Maslow, uma vez que o ser humano necessita ser aceito socialmente, manter auto-estima, sentir-se seguro no ambiente de trabalho, conseguir realização pessoal e profissional?

Consideram-se três elementos-chave para que o Líder motive e melhore o desempenho do liderado.

Ao utilizar essa habilidade de interação, é importante lembrar os seguintes pontos:

1. Fazer o liderado focalizar o problema de desempenho. Muitas vezes, especialmente quando não existe transparência, o colaborador, por medo, evitará discutir o problema real. Cabe ao líder conduzir a discussão, concentrando-a no desempenho. Distinguir desempenho e pessoa.

2. Solicitar a colaboração do liderado para resolver o problema. Agindo assim, o Líder demonstra que valoriza as idéias e a experiência dele. Isso eleva a auto-estima.

3. Se o liderado sugerir uma solução adequada, tentar usá-la. Incorporar idéias válidas do colaborador contribui para reforçar sua auto-estima, desde que reconheça que são idéias dele.

Abaixo, relacionamos situações problemas que o Líder enfrenta e como pode proceder visando à manutenção da auto-estima, à motivação do subordinado e conseqüentemente à excelência na produtividade.

A – Para aprimorar, manter o desempenho adequado do subordinado

1. Descreva o problema de forma amistosa;

2. Focalize o problema, não o colaborador;

3. Ouça-o com empatia;

4. Descreva em detalhes o hábito inadequado de trabalho observado;

5. Informe o liderado sobre o progresso insuficiente e, com ele, busque as causas;

6. Discuta as causas do problema;

7. Apresente as razões de sua preocupação;

8. Indique as conseqüências da contínua falta de melhoria;

9. Identifique e anote as soluções possíveis;

10. Enfatize que a equipe precisa da colaboração do liderado;

11. Decida sobre medidas específicas que cada um tomará, pois o problema de um é problema da equipe;

12. Mostre que a situação tem que mudar e solicite alternativas para resolver o problema;

13. Combine medidas específicas e prazos para acompanhamento (PDCA);

14. Explique a importância da melhoria para você e para a equipe;

15. Manifeste confiança no subordinado;

16. Descreva a melhoria do desempenho;

17. Cumprimente o liderado pela melhoria do desempenho.

B - Para lidar com reclamações de liderados

1. Registre todos os detalhes da reclamação;

2. Ouça e responda demonstrando que você compreende a situação;

3. Apresente sua posição abertamente;

4. Agradeça-lhe por chamar a sua atenção para o problema.

C – Para vencer resistência à mudança

1. Dê as informações básicas e descreva por que a mudança é necessária;

2. Explique como a mudança irá afetar o liderado;

3. Solicite -lhe que faça perguntas sobre a mudança;

4. Ouça e responda abertamente às perguntas ou comentários dele;

5. Solicite sua ajuda na efetivação da mudança.

Cada vez mais fala-se em Educação Empresarial.
A educação foi levada para dentro da organização.
Empresas modernas desenvolvem pessoas.
Desenvolver significa (olhem aqui a nossa palavra-chave: significar, dar valor) libertar (desenvolver).

Empresas de sucesso são as que valorizam suas lideranças como educadores capazes de dar chances a seus liderados para que utilizem seus conhecimentos tácitos.
Se você ocupa posição de liderança, que significado você dá a seus colaboradores e ao trabalho deles?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Assumindo a coragem de liderar

O plano era ótimo, mas ele não conseguiu o apoio de grupo e então...

A idéia era boa, mas ninguém quis ajudá-lo na implantação, então...

Não basta um bom produto, uma boa idéia, um bom projeto; precisamos de adesão e apoio de outras pessoas.

É aí que muitos esbarram: ficam esperando que os outros venham espontaneamente aplaudir suas propostas.

Têm medo de liderar - e então, por melhor que sejam suas idéias, tudo é difícil!

O que um líder faz:
- Mostra ao grupo a direção a seguir - e por que;
- Mostra ao grupo a viabilidade e a vantagem das metas propostas - e o potencial do grupo para realizá-las;
- Esforça-se para criar uma atmosfera de cordialidade e cooperação no grupo;
- Procura fazer com que todos participem e tenham reconhecimento pelo seu esforço;
- Cria um clima para produtividade e criatividade;
- Busca recursos e instrumentos para que o grupo realize suas metas;
- Resolve conflitos internos da melhor maneira possível.

Não há receita.

O que é um líder eficaz?

O democrata
- que deixa as pessoas livres para decidir?

O autocrata
- que centraliza as decisões?

O "bonzinho"
permissivo, "humano", interessado no pessoal?

Ou aquele que se preocupa principalmente com o trabalho: exigente, severo, controlador?

Tudo depende, dizem os estudiosos.

O líder mais eficiente é o flexível, que sabe ser bonzinho ou durão, democrata ou autocrata, voltado para pessoas ou voltado para tarefas... tudo na hora certa.

Por exemplo:
Consideremos o liderado. Se ele tem um alto grau de maturidade (conhecimento da tarefa, motivação, responsabilidade), o líder pode deixá-lo mais livre para trabalhar; caso contrário, o controle sobre a tarefa e sua realização deve ser maior.

Na gerência, liderar é fundamental

Três palavras-chaves compõem a base da sustentação e eficácia de um gerente (chefe, supervisor, diretor) na empresa.

São as seguintes:

- Autoridade - Ocupar um papel formalmente estabelecido (cargo), com determinadas atribuições, inclusive a atribuição de mando sobre outras pessoas. Quando a autoridade está mal definida, o gerente tem problemas para realizar as metas da empresa.

- Poder - Capacidade de delegar a alguém a tarefa de fazer alguma coisa, usando para isso qualquer recurso ou instrumento, inclusive a força. Na gerência, o poder advém da autoridade; ele é delegado ao cargo. Quando o gerente não tem poder, o grupo desagrega-se, tem baixa auto-estima, mantém-se desinteressado e confuso.

- Liderança - É a capacidade de levar alguém a cooperar espontaneamente.
Quando o gerente não tem liderança, o funcionário adota a estratégia de fingir que faz ou que obedece e faz o mínimo necessário para não perder o emprego. A liderança traz o poder sólido e sustentável.

Para liderar é preciso:

- Ser leal e verdadeiro no relacionamento com os membros do grupo;
- Querer liderar, isto é, aceitar a responsabilidade que a liderança traz;
- Envolver-se integralmente com as metas do grupo;
- Buscar uma compatibilização entre as metas do grupo e as dos indivíduos;
- Estimular o grupo a realizar sua tarefa;
- Assumir riscos;
- Identificar-se com o grupo;
- Manter um esforço permanente de comunicação com os membros do grupo;
- Colocar os objetivos do grupo acima de caprichos e vontades pessoais.

Sem liderança ninguém atinge objetivos.